terça-feira, 14 de agosto de 2007

Cap. 7 - Eu: vítima de estelionato

Hoje vou mudar um pouco o estilo do meu blog. Saio dos textos cheios de nostalgia e carregados de impressões pessoais, pra uma espécie de desabafo em decorrencia de fatos criminosos que vieram a fazer parte da minha semana.

Resumindo: clonaram meu cartão de crédito e tentaram fazer compras com ele...

Vamos lá, estou eu trabalhando na segunda-feira qnd toca meu celular, do outro lado uma dessas atendentes perguntando se estou tentando fazer compras com meu cartão de crédito, digo que não, ela insiste perguntando se o cartão está em meu poder, confirmo, ela afirma então que ele foi clonado e que já está fazendo seu bloqueio. Confirma o número, e confirma, tb, o bloqueio. Diz que foram efetuadas 3 ou 4 tentativas, nenhuma com sucesso pois foram em valores que ultrapassam o meu limite.

Fiquei então assustado com tal situação, tentando advinha o que fazer. Liguei ao banco, e fui orientado, primeiro, a apenas comparecer na agencia para modificação da senha, uma vez que o cartão já havia sido bloqueado, me restava apenas esperar chegar o novo cartão.

Desconfiado então, de onde poderiam ter clonado meu cartão, comecei a relembar os lugares em que usei o cartão, e desconfiei então, de quarta feira, onde tentei passá-lo na Porcada de Bady e o mesmo foi recusado 3 vezes, e só na 4º a transação foi autorizada.

Liguei novamente para a agencia, a fim de me informar se era possível fazer uma denuncia por desconfiar desse estabelecimento, e assim, fazê-lo sofrer uma fiscalização. Quando, a atendente que me presta informações nessa ligação afirma:
-Eu sei onde seu cartão foi clonado.
Eu respondo:
-Como assim você sabe?????
Ela diz:
-Seu cartão foi clonado na agencia.....
Eu:
-...
Ela:
-Isso mesmo, você não usou seu cartão nesse fds em algum dos nossos caixas de auto atendimento? Pois bem, uma quadrilha está agindo aqui, mas a polícia já a está rastreando. Espero que os prenda logo.
Eu:
-...

Ela então me orientou a fazer um boletim de ocorrencia, ir até a agencia para fazer a mudança das senhas e confirmar o bloqueio do cartão, fazer um estudo das transações recentes, e entregar uma cópia do boletim de ocorrencia.

Pois bem, fiz o que me foi pedido.

Mas o que mais deixou abismado não foi o fato de ter sido vítima de um crime desses. Mas sim, a frieza e aparente "pouco caso" da funcionária do banco afirmando que a clonagem foi feita dentro da própria agencia. Considero isso, no mínimo, um absurdo.

Eu sou o tipo de cliente que paga todas as taxas por mim impostas por bancos e qualquer outra empresa, assim como evito pedir muitos descontos pois acho que cada um deve saber quanto custa seu produto; se o preço não me agrada, simplesmente mudo de loja ou empresa. Acho, portanto, um absurdo uma empresa que cobra por pequenos pedaços de papel que provam que eles não fizeram nada de errado com o meu dinheiro, dizer que é vítima de uma quadrilha especializada, tem consciecia disso, mas que ainda não conseguiu resolver tal problema.

Na minha (humilde) opnião, já que não prendem a tal quadrilha, que contratem um segurança que fique do lado dos caixas de auto atendimento 24 horas por dia. Eu pago para que eles tomem conta do meu dinheiro, e espero, assim como qualquer outro cliente, que isso seja feito de forma satisfatória. O que não acontece.

Daí comento a história com conhecidos, e um me diz:
-Ah, mas se tiram algum valor da sua conta, o banco devolve rapidinho.

Putz... que alívio.... afinal de contas, se tivessem conseguido tirar alguma grana da minha conta, conseguiria tudo de volta. Tudo bem que o susto que eu levei ao receber uma ligação desse tipo não teria volta. O tempo que gastei indo até a delegacia abrir o boletim de ocorrencia, mais as quase 2 horas esperando que chegasse minha vez de falar com o tal escrivão que registraria meu BO, mais o tempo que perdi voltando até a minha empresa, tb não teria de volta. Tudo bem que a 1 hora que perdi esperando ser atendido no banco pela atendente que tem um monitor, em frente a sua mesa com o número de senha a ser chamado, e que eu, inocente, esperava anciosamente ilustar minha senha A0011 e que, na hora que sentei na mesa, após indagar o porque de se ter um controle por senha, sendo que o mesmo não é respeitado e ser informado que aquilo "não está funcionando direito" também não terei de volta. Sem problemas, também, que o fato de ficar sem cartão do banco me tira a liberdade de sacar O MEU DINHEIRO na hora em que eu bem entender, além de ter que enfrentar filas e sacar "direto no caixa" até que o cartão novo chegue. Também não ligo pro fato de que, ao chegar o novo cartão, terei de desbloqueá-lo na agencia, receberei aquelas benditas "3 letras de segurança" e terei que decorá-las novamente. Nesse caso do desbloqueio e na obtenção das "3 letras..." torço pra não ser a hora de "abastecimento da máquina", pois a atendente, simplesmente cortará a fila bem na minha frente, me pedirá, seca, que me dirija até outra máquina e isso vai significar mais alguns minutos perdidos em outra fila... e nem vou falar o que falei da outra que vez que isso aconteceu:
-Moça, eu sou seu cliente, portanto, no mínimo, você deveria entrar depois de mim na fila, orientar quem entrasse atrás de vc, que a máquina será parada para uma manutenção qualquer e não simplesmente entrar na minha frente me obrigando a mudar de fila.
-Eu entrar na fila? (olhar cínico) humf..... (essa foi a resposta daquela que ganha "bem" pra me atender)

E é por essas e outras, que dessa vez farei diferente:
-Primeiro vou fazer uma reclamação oficial ao Banco do Brasil pela falta de segurança em seu sistema de auto-atendimento, pela falta de preocupação de seus funcionários por simplesmente afirmarem que o meu transtorno começou dentro da própria agencia, pela falta de organização nas informações passadas as clientes, pela falta de respeito quanto à obediencia da "ordem de chegada".
-Em segundo lugar pretendo procurar o órgão governamental que fiscaliza as agências bancárias, e fazer uma reclamação protocolada desses problemas por mim enfrentadas.

Pretendo usar também do cinismo e indagar se eles poderão me ressarcir por eventuais prejuízos que tive em minha empresa, ao deixar de atender clientes enquanto corria atrás de resolver problemas causados por falta de preparo de funcionários, por um sistema de segurança falho.

Tenho a leve desconfiança que, com essas reclamações, não vou mudar muita coisa com relação ao sistema de segurança em bancos, também não devo conseguir melhoras quanto ao treinamento que os funcionários devem receber antes de ocupar o importante cargo de "atendimento ao público" nem ao menos, devo conseguir com que os bancos se convençam de que vale mais investir em políticas que deixem o cliente satisfeito, do que em políticas que ressarçam os clientes depois de incovenientes como esses enfrentados por mim, pois tempo gasto, susto, medo, desconfiança e algumas outras coisas que passei essa semana, não são totalmente calculadas em cifras. Ainda, pelo menos.

Perplexo, me despeço.....

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Cap. 6 - Decisões: Saldos e Balanços

Às vezes paro pra pensar na vida. E tento descobrir, ou concluir, como estaríamos agora, se tivessemos tomado alguma decisão diferente em nossas vidas.
Claro que durante um tempo, na minha opnião, somos o resultado das decisões de nossos pais, pois cabe a eles escolher onde vamos estudar, o q vamos comer, o q vamos vestir, qnd cortar o cabelo, em qual médico vamos nos consultar e assim por diante.
Passada essa fase, começamos a viver um pouco as nossas decisões, apesar de nossos pais continuarem tentando decidir. Nessa fase ouvimos muito as perguntas: onde vc tá sentando na sala? com quem vc tá andando? Ele é bom aluno? É de boa família? E apesar de todos os conselhos, a verdade é que andamos com quem mais nos identificamos ou, infelizmente, com quem mais chama a atenção. Claro, que nessa fase os "caras" que mais chamam a atenção são os que fazem alguma coisa de errado, pois estamos na fase da desobediencia, rebeldia, enfrentação, inquietação, e etc. E por nossas próprias escolhas, optamos por um caminho saudável, ou por um caminho "perigoso". Eu me considero um cara de sorte, pois, apesar de ter optado por caminhos pouco "comportados", no fim, acho q me saí bem: nunca me meti em grandes confusões, nunca fui tratado como um cara problema, sempre tive vários amigos, dos mais variados tipos, comportamentos, classes, culturas, etnias, religiões, etc, sempre me saí razoável na escola, nunca repeti de ano, e outras coisas.
Pois bem, voltando ao campo das decisões.
À partir dessa fase, comecei a fazer minhas escolhas, e como já disse, considero o saldo positivo. Tb nessa fase, fui praticamente obrigado à fazer um curso, na área de informática, que não queria ter feito, à princípio; pois jogava handebol no time da cidade, e caso optasse e passasse no curso, teria que abandonar o jogo, coisa que, na época, classificava como a mais importante coisa que fazia. Claro, empolgação de moleque: viajava bastante, me sentia importante representando a cidade em competições regionais, apesar de hoje ver que não jogava bem, na época me considerava um promissor jogador da seleção brasileira de handebol. Mas, graças a minha Mãe, fui obrigado a fazer o tal curso.
Mais uma vez, o saldo foi positivo. Pois considero aquela época uma das melhoras da minha vida, sinto que sou o profissional que sou hoje, graças aos ensinamentos que tive de meus professores. Tb considero minha facilidade em entender informática, vinda da lógica ensinada por eles. Là tb tive minha primeira namorada, mas isso não faz muito parte do contexto.
Durante o curso, tb fui obrigado à fazer cursinho pré-vestibular. Durante o cursinho, resolvi que não queria passar na faculdade, pois teria que ir embora de Rio Preto, coisa que na época, achava inconcebível, em virtude daquela namorada do curso técnico. E essa, foi a primeira grande decisão que tomei na minha vida. E fico feliz, pois tb acho que o saldo foi positivo.
Prestei vestibular, óbvio, não passei. Tinha acabado de tirar carta de motorista, pensei: boa, sem estudar, com carta de motorista, vou zuar.
Mais uma vez, minha mãe, com seu sábio e opoturno poder de "obrigar-me" às coisas, disse: quer sair, bota gasolina.
Tomei então, a decisão de trabalhar.
Comecei a trabalhar, óbvio, com informática. Fiquei nessa empresa por quase dois anos. Nesse meio tempo, tomei decisões menores que talvez não tenham me influenciado muito.
No fim desses quase dois anos, sofri uma perda considerável, pois uma namorada resolveu ir embora de Rio Preto, me senti perdido, e decidido à tomar outra decisão e assim mudar minha vida.
Decidi então passar um carnaval numa cidadezinha. Alguma coisa na cidade me chamou a atenção. Tomei então, a decisão mais importante da minha vida: vou embora pra lá.
Larguei emprego, família, amigos, e embarquei nessa que seria minha maior aventura.
Fui. Sofri, corri, chorei, arrumei emprego, fiz amigos, cresci no meu íntimo, amadureci profissionalmente, criei convicções próprias, me identifiquei com ideologias que me foram apresentadas e vi nelas, explicações para coisas que não entendia até então.
No balanço, claro, saldo positivo. E não me façam explicar pq considero o saldo dessa decisão como positivo. Os motivos foram tantos, diversos, de intensidades diferentes, de proporções absurdas.... sinto até um frio na barriga de pensar em tudo.
Pois bem, por motivos diversos, fui obrigado à tomar outra decisão: voltar ou ficar.
Voltei.
Mais uma sábia decisão, pois nada acontece por acaso: tudo o q tinha pra aprender, absorver, sentir daquele e naquele lugar, havia se esgotado. Tinha ultrapassado mais um estágio da minha vida, e nunca me senti tão realizado, com aquele sentimento de "dever cumprido", como senti no dia q resolvi vir embora.
E mais uma vez, considero o saldo totalmente positivo. Reencontrei pessoas aqui, que me amavam, que se importavam comigo.
Reencontrei valores que havia esquecido o gosto. Pois até brigar com irmão faz falta qnd se está longe. E no começo foram muitas brigas. Foram tantas, q por um momento, pensei q tivesse tomado a decisão errada. Mas não, foi a certa.
Aprendi que nem tudo acontece da forma e qnd queremos. Aquelas brigas, ainda faziam parte da minha escolha de ter ido embora pra cidadezinha.
Pois bem, depois disso, minhas escolhas envolveram mais meu lado profissional. E isso nem vou comentar pois foram decisões com o saldo ainda perto do negativo, mas sei q no futuro, vou tb considerá-las positivas.
A verdade é que nunca sabemos o caminho correto, e por mais que pensemos que tomamos a decisão errada por estarmos sofrendo, por estarmos distantes de pessoas queridas, por estarmos fazendo coisas q não gostaríamos, no fim, vamos perceber q tudo aquilo valeu a pena. Pelo menos eu, penso assim.
Pois poderia muito bem achar que minha mãe acabou com o meu sonho de chegar na seleção de handebol. Depois, poderia me culpar por ter escolhido ir pra cidadezinha, ficar desempregado, morar com minha avó por um tempo e sofrer com as manias e rabugentices próprias da idade dela. Mais ainda, poderia me culpar por ter voltado pra Rio Preto, por todas as brigas que enfrentei ao voltar, por incluir, nos meus motivos pra voltar, uma pessoa que depois me fez sofrer. Poderia agora, já, me culpar por ter decidido trocar de emprego após ouvir falsas promessas, em virtude disso perder uma certa estabilidade financeira, perder o único bem de valor que já pude adquirir e outras coisas.
Mas não.
Prefiro ver tudo pelo lado bom.
Acho que 99% das decisões que tomamos, não podem ser voltadas atrás, então temos q tentar ver tudo pelo lado bom. Sempre tirando proveito positivo de situações que passamos.
E por favor, quem ler isso, não tome como conselho.
Pois não são.
Continuo errando nas minhas decisões, portanto, quem sou eu pra dizer à alguém, o que fazer ou não.
Na verdade, gostaria de dar um conselho sim: façam o que acham que devem fazer, e se no fim, parecer q não deu certo, tente mudar seu angulo de visão.

*Na foto, eu, gurizinho ainda. Com certeza, esse corte de cabelo foi decisão da minha mãe.

domingo, 17 de junho de 2007

Cap. 5 - Reflexões pós-Curitba (mesmo que tardias)

Pois é, algumas pessoas até sabiam, pra quem não sabia, vou contar: tirei uma semaninha e fui pra Curitiba. Pra ser mais exato, passei alguns dias no sítio do meu avô (a uns 120 km da capital paranaense) e depois alguns dias na capital propriamente dita. A viagem na verdade foi em virtude da comemoração das bodas de ouro de meus avós que seriam comemorados no fim dessa semana. Resumindo, a viagem foi ótima. Reencontrei familiares que não via à bem uns 6 ou 7 anos. Reencontrei meus primos que moram no PR. Foi tudo uma delícia. Mas óbvio, minha cabeça sempre atenta a algum tópico para post, captou alguns lances, e vou discrevê-los em alguns sub-capitulos.
5.1 - Avô
A convivencia com meu avô sempre foi um problema quando ia para o sítio. Sempre me irritava com sua "pegação no pé". Dessa vez não. Achava graça de tudo. Todos os seus ataques de "xaropice" eram motivos pra dar risada. E ele vendo que eu achava graça, muitas vezes dava risada também. Achei isso maravilhoso. Na verdade resolvi relevar pois tive um daqueles momentos de reflexão da vida, e percebi que não teria muitos momentos gostosos pra me lembrar de meu avô, dps q ele fosse embora. Pois todas as vezes q ia pra lá, arrumavamos alguma coisa pra brigar. Na verdade ele brigava, e eu dava moral. Dessa vez não, como disse, deixei q ele brigasse comigo, mas eu, ao invés de rebater, dava risada, como se achasse graça, não por falta de respeito, mas pra mostrar pra ele que aquilo não tinha peso e não ia mudar nada de verdade... E ele deve ter percebido de alguma forma. Pois passou a dar risada junto comigo, como tb já tinha dito acima.

5.2 - Pai
Esse sim, tem sido difícil. Mas também tirei algumas lições. Pra variar, brigamos enquanto estavamos na cidade perto do sítio. Na verdade, ele quis começar a brigar por um motivo idiota do qual eu não tinha nada a ver. Eu, simplesmente disse que iria embora sozinho pro sítio caso ele continuasse, e foi o que eu fiz. Resumindo: ganhei 1 hora na cidade que fica lá perto, que é linda, diga-se de passagen, tirei umas 100 fotos de lugares charmosos da cidade (Antonina-PR), de quebra voltei de ônibus-circular, em pé, cheio de pessoas da região, com seus costumes e sotaque típico da região de Curitba (aquele do "leite-quiente"). Estou gostando muito desse lance de observar os outros.
(abrindo um parenteses e aproveitando pra divagar) Hoje resolvi dar uma lida no jornal Bom Dia que circula aqui na cidade, e reparei numa reportagem em que o reporte sai da redação sem uma pauta e, pelo que entendi, no meio do caminho resolve o que perguntar e tal. E o tal reporter resolveu visitar um hospital psiquiatrico que tem aqui em Rio Preto, na represa. E ele narra suas impressões sem se preocupar muito com regras e firulas, e no fim, descreve que ao sair do hospital, em cada pessoa que ele observava na rua tinha a impressão que a qualquer momento essa pessoa poderia ter uma das reações "estranhas" que as pessoas internadas tiveram durante sua visita. E, narrava ainda, que algumas pessoas de fato, demonstraram tais reações, mas que se ele não tivesse tido contato com pessoas, diagnosticadas como, loucas jamais teria percebido isso. Interessante isso. (fechando o parenteses e voltando às reflexões curitibanas)
5.3 - Família no geral
Essa foi a conclusão mais legal à qual cheguei. Impressionante como podemos nos dar bem com pessoas das quais não temos contato frequente. E o melhor, além de se dar bem, é sentir que existe uma certa intimidade. Sempre achei relacionamento em família uma coisa complicada. Mas, como disse hoje em conversa com uma certa pessoa: a vida é simples, nós é que gostamos de complicar. A vida é sempre SIM ou NÃO. Nós é que inventamos o "talvez", "acho", "pode ser", "não sei". E também acho que outro problema é levarmos tudo a sério demais. Ultimamente, qq briga, raiva, richa, em mim pelo menos, dura no máximo 1 dia. Pra que perder tempo, se desgastar, tentando descobrir o que alguém pode ter querido dizer. Deixa pra lá. Gente boba essa que fica levando esse tipo de problema pra frente. Eu não, gosto de pisar e continuar andando.
Ainda sobre a família, é legal descobrir que vc não é único saudosista por perto. Mais legal ainda, é descobrir que o mais rebelde, é um dos poucos que sente aquela mesma saudade que vc sentia, dos tempos de comer no pratinho de plastico na casa da vó, de brincar de carrinho de roleman também na casa da vó. Por essas e outras que acredito sim, que carregamos ítens da nossa personalidade em nossos genes.
5.4 - Belezas
O sítio continua lindo. (tenho colocado fotos no meu flog www.fotolog.com/lungao) Com certeza, se a venda for concretizada, vou sentir saudades de lá. Saudade da energia que ele nos dá, da beleza que salta aos olhos de todos q lá visitam, de pular no rio de água gelada, de correr com o Gugão na grama, de visitar a roça que continua sempre igual e mesmo assim parece sempre tão diferente. Olha o saudosismo.
5.5 - Conclusão
Foi tudo ótimo. Se melhorasse, estragava. E precisávamos reunir a família de novo. Apesar de saber que na maioria das vezes esse tipo de plano não sai do papel, culpa, quase que totalmente, da vida corrida e da distancia. Mas vou me esforçar.

*Foto do Pico do Paraná. Tirada da varanda do sítio.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Cap. 4 - O Elevador

Hoje enquanto visitava um cliente no centro da cidade, usei o elevador de seu prédio e fiz a "viajem" acompanhado de outros 3 passageiros.
Estive pensando como o mundo moderno, realmente, tem afastado as pessoas.
Quando entrei no elevador, este já estava "habitado" por uma senhora, aparentemente de uma empresa de limpeza (concluí isso pelo típico uniforme cinza, comum à essas empresas). Enfim, entrei e a cumprimentei com um simpático (julgo eu) sorriso e um singelo "Oi".
Dois andares abaixo, entrou um rapaz (este, não conclui qual sua profissão). Pois bem, o tal entrou, não cumprimentou ninguém e se encostou em uma das paredes. Pra ser mais exato, na parede da esquerda, uma vez q eu já estava encostado na parede do fundo, no canto esquerdo, e a senhora tb na parede do fundo, no cando direito.
Enquanto descíamos mais alguns andares até chegarmos ao Térreo olhei para meus companheiros de viajem. Ele, o rapaz sem emprego, olhava para o indicador de andar. E era um olhar tão profundo, como se aquilo fosse a coisa mais interessante do mundo. Ele olhava aquele visor de 3 cm x 3 cm como se ali dentro passasse a final da Copa do Mundo entre Brasil e Argentina...
A sra. da limpeza tinha um olhar inqueto. Alternava entre o chão, e, aparentemente, o teclado do elevador.
Estávamos lá, nós três, o rapaz desempregado ligado na final, a senhora da limpeza e seu olhar inquieto, e eu curioso, qnd não mais que derepente, nosso veículo pára. Mistério.
A porta se abre e me deparo com um sr, com seus 45 anos, na parede em frente ao elevador, encostado na janela, olhando o movimento de carro do centro da cidade. O mais engraçado foi o olhar de surpresa do mesmo, como se naquele momento, o elevador tivesse se materializado onde antes havia apenas uma parede. Por um momento até, pensei que ele não embarcaria, deixando assim, de compartilhar de nossa trajetório rumo ao Térreo. E por um momento ele ficou ali, encostado na janela, olhando o elevador. Até que resolveu que sim, aproveitaria a carona. E embarcou junto conosco.
Eu, curioso, claro que comecei a reparar naquele sujeito. Voltando um pouco na minha história, qnd o elevador parou, o rapaz desempregado saiu de seu posto na parede esquerda e se encostou na parede direita. O senhor, ao entrar no elevador, assim como o rapaz desempregado, não cumprimentou ninguém. E o que achei mais chocante, foi o fato do garoto sem emprego ter colocado à mão numa espécie de sensor da porta, para que essa não se fechasse, nem ameaçasse se fechar, enquanto o senhor entrava. E este, por sua vez, nem um simples "Obrigado" disse. Entrou, se encostou na parede da esquerda e ali ficou.
Comecei a reparar em como se portava. Reparei que ele aparentava ser uma pessoa narcisista. Olhando para os próprios pés, quando de repente deve ter se lembrado que usava uma anel que ostentava uma grande pedra (não sei se preciosa, simplesmente pedra), quando olhou para o tal, reparou que a pedra não estava centralizada em seu dedo, assim, meticulosamente, alinhou o tal mineral, e pode, assim, continuar calmamente sua viagem. Não sem antes, ajeitar também, o aparelho celular que carregava preso por uma dessas capas de suposto-couro em seu cinto. Reparei também em sua unha... Caprichosamente lixada e com uma espécie de "base" que garantia à ela brilho. Concluí, portanto, que se tratava de uma pessoa vaidosa.
Enfim, chegamos ao térreo. A porta se abriu. O rapaz desempregado, se prontificou a apertar um botão, novamente garantindo que a porta nõa se fecharia enquanto alguém passava.
Primeiro saiu o senhor vaidoso, depois eu, o curioso, logo atrás de mim, a senhora da limpeza, e por fim, acredito eu, uma vez que não olhei para trás, o rapaz desempregado. Só para constar, ao passar pelo rapaz desempregado, como este segurava a porta também por mim, retornei à ele novamente com um sorriso simpático (novamente, julgo eu) e um singelo "Obrigado".
E foram todos embora, cada um em sua direção.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Cap. 3 - A Ex-Suposta-Barba

Pois é. Ex-Suposta-Barba.
Quem estava tendo um contato pessoal comigo nos últimos 2 meses pode presenciar essa mudança no meu visual, que tentou suprir um sonho antigo: ter barba.
Na verdade ainda alimento esse sonho, pois não considero a penugem desgrenhada que carregava em meu rosto, uma barba. Pra mim barba tem q ser aquela coisa serrada. Onde não se vê rosto, apenas se vê.....BARBA.
Na verdade, nos quase 30 min q demorei pra tirar tudo, pensei muito. Quando comecei a tirá-la pensei que aquele seria o fundamento do próximo post.
Pensando sobre ela, a barba, concluí que mesmo não estando dentro dos padrões que eu considero como uma barba, ela me agradou. Era legal passar a mão no rosto e sentí-la. Não, vcs não estão entendendo nada. Normal. Mesmo estando abaixo das minhas expectativas, era como o meu corpo poderia me agradar. E eu aceitei isso. Acho importantíssimo isso.
Tem gente que vive eternamente esperando mais. Tipo, tem medo de deixar a barba crescer por medo de não ter uma barba de verdade, e fica, apenas, apreciando a dos outros. Eu, modesta parte, não!
Bati no peito e gritei: É A MINHA BARBA. Fazer o que??
E não achem que eu tirei, por achar ela feia. Apenas não estava me sentindo bem com ela. Apenas conclui que o seu tempo tinha passado.
Ainda pensando sobre a barba, concluí novamente que qualquer coisa, sempre trás lados bons e ruins. A barba me trouxe o lado bom de saber que sim, eu tinha uma barba (mesmo que suposta). Também me trouxe a sensação de ter mais uma vontade realizada. Mas, como lado negativo, os 30 mins para tirá-la, alguns comentários de várias pessoas (sinceramente, liguei pouco).
Mais uma conclusão.
Qnd comecei a tirá-la, por um momento tive a impressão (ou quis ter, não sei....) que iria me sentir diferente. Iria me sentir um "Otávio Pós Periodo de Barba". Mas, pra felicidade própria, descobri que não. E com isso, percebi que uma ideologia que prego, realmente tem fundamento. Eu não preciso ter um contato diário com meus amigos (e até comigo mesmo) pra não me esquecer como são por dentro e por fora.
Sempre que me despeço de algum amigo, acho q qnd o reencontrar, vou encontrá-lo diferente. E qnd a amizade é sincera, isso não acontece. Pode até estar cabeludo, mais gordo, falando uma lingua diferente, ter arrumado uma namorada nova, mas a essencia continua a mesma. E comigo aconteceu o mesmo. Nem a aparencia mudou, pois me senti o mesmo "Otávio Pré Período de Barba". E é impressionante como algumas pessoas se esquecem de como são e passam a ser falsas consigo mesmas....
Pois é. As conclusões foram essas.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Cap. 2 - Pensamentos Diversos

Estive pensando sobre a descrição do meu blog. Se definir é limitar, então a solução seria não definir, certo? E a falta de definição não exprime uma certa falta de estilo? Imaginem um pagodeiro que gosta de Iron Maiden? E não q estilo defina alguma coisa, mas pode ajudar.

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Quem atribui direito à alguma pessoa de concluir alguma definição à outra pessoa?

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Hoje senti uma indescritível (mas não sem motivo) vontade de conhecer Pearl Jam além de "Black". Corri e baixei um cd de coletâneas... to aqui ouvindo, pra me acostumar com as melodias e dps corro atrás das letras e traduções do q não entender. Mas só dps....

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Enquanto tomava banho hoje à noite (inusitado, não?) estive pensando sobre um novo post. Pensei em postar novamente explicando alguns "porquês" de criar um blog. E no meio da explicação pensei em colocar o seguinte pensamento: meu blog nasce sem pretensões. Que coisa ridícula, concluí. Pra que criar, configurar, "enriquecer" com textos, e não ter pretensões?? Tipo um "blog nati-morto". Ridículo. E só. Claro que tenho pretensões ao criar um blog. Claro, tb, que são pretensões modestas, tanto que minha publicidade se limitou à uma msg no blog do Anderson, e um link no meu orkut. Mas sim, tenho pretensões.

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Estive refletindo hoje durante o dia enquanto resolvia alguns problemas com cliente. E comecei a pensar: se eu não resolvesse isso prontamente, ninguém saberia que fiz "corpo mole" e mesmo resolvendo da maneira mais rápida possível, ninguém também reconheceria. Então pq fazer assim? Então pq tentar me superar? Pq "dar o melhor de mim"? (...)
Cheguei a conclusão que não me sentiria bem. E dps q descobri uma teoria de Nietzsche graças ao blog do Andy (de novo), algumas coisas se tornaram claras pra mim. Sabe aquele lance de não jogar o lixo no chão, mesmo que não tenha ninguém olhando? Isso não tem nada a ver com ecologia... tem a ver com consciencia própria... Tem a ver com ego. No fundo, como diria o sábio Raul Seixas: "eu sou ego........eu sou egoísta". E isso serve pra todos.

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Acho que preciso definir esse lance de "definição". Perceberam que estou meio traumatizado com isso?
Preciso trabalhar isso....

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Agora, vou dormir.

domingo, 13 de maio de 2007

Cap. 1 - Introdução (ou explicações sem necessidade)

Bom. Não que precise, mas quero explicar o porque de um blog.
Primeiro, acreditem, não é por ser algo da moda (odeio modismos).
Segundo por querer passar para o papel (mesmo que virtual) alguns pensamentos que tenho, e conclusões às quais tenho chegado. Na verdade sempre cheguei à algumas conclusões, mas nunca me importei em passá-las para o papel (novamente, virtual). Mas agora é dado o momento! hehe
E terceiro pq eu acho q quero me mostrar um pouco! hehe Ah...fala sério...acho q toda relação que começa, tem q começar com sinceridade! hehe mas prometo q esse terceiro motivo é o menor de todos!
Gostaria de avisar, tb, que não é um blog q se define. Pois, acredito fielmente, que definir é limitar. Portanto um dia vcs podem encontrar um texto sério, emotivo, com ar de desilusão, e no dia seguinte um texto todo cheio de humor (ou um suposto humor). Sou inconstante nas minhas emoções, mas fiel à alguns principios, como por exemplo, não ter princípios...
Então vamos lá... Sejam bem vindos, e vida longa ao "Abocanhamento".