quinta-feira, 31 de maio de 2007

Cap. 4 - O Elevador

Hoje enquanto visitava um cliente no centro da cidade, usei o elevador de seu prédio e fiz a "viajem" acompanhado de outros 3 passageiros.
Estive pensando como o mundo moderno, realmente, tem afastado as pessoas.
Quando entrei no elevador, este já estava "habitado" por uma senhora, aparentemente de uma empresa de limpeza (concluí isso pelo típico uniforme cinza, comum à essas empresas). Enfim, entrei e a cumprimentei com um simpático (julgo eu) sorriso e um singelo "Oi".
Dois andares abaixo, entrou um rapaz (este, não conclui qual sua profissão). Pois bem, o tal entrou, não cumprimentou ninguém e se encostou em uma das paredes. Pra ser mais exato, na parede da esquerda, uma vez q eu já estava encostado na parede do fundo, no canto esquerdo, e a senhora tb na parede do fundo, no cando direito.
Enquanto descíamos mais alguns andares até chegarmos ao Térreo olhei para meus companheiros de viajem. Ele, o rapaz sem emprego, olhava para o indicador de andar. E era um olhar tão profundo, como se aquilo fosse a coisa mais interessante do mundo. Ele olhava aquele visor de 3 cm x 3 cm como se ali dentro passasse a final da Copa do Mundo entre Brasil e Argentina...
A sra. da limpeza tinha um olhar inqueto. Alternava entre o chão, e, aparentemente, o teclado do elevador.
Estávamos lá, nós três, o rapaz desempregado ligado na final, a senhora da limpeza e seu olhar inquieto, e eu curioso, qnd não mais que derepente, nosso veículo pára. Mistério.
A porta se abre e me deparo com um sr, com seus 45 anos, na parede em frente ao elevador, encostado na janela, olhando o movimento de carro do centro da cidade. O mais engraçado foi o olhar de surpresa do mesmo, como se naquele momento, o elevador tivesse se materializado onde antes havia apenas uma parede. Por um momento até, pensei que ele não embarcaria, deixando assim, de compartilhar de nossa trajetório rumo ao Térreo. E por um momento ele ficou ali, encostado na janela, olhando o elevador. Até que resolveu que sim, aproveitaria a carona. E embarcou junto conosco.
Eu, curioso, claro que comecei a reparar naquele sujeito. Voltando um pouco na minha história, qnd o elevador parou, o rapaz desempregado saiu de seu posto na parede esquerda e se encostou na parede direita. O senhor, ao entrar no elevador, assim como o rapaz desempregado, não cumprimentou ninguém. E o que achei mais chocante, foi o fato do garoto sem emprego ter colocado à mão numa espécie de sensor da porta, para que essa não se fechasse, nem ameaçasse se fechar, enquanto o senhor entrava. E este, por sua vez, nem um simples "Obrigado" disse. Entrou, se encostou na parede da esquerda e ali ficou.
Comecei a reparar em como se portava. Reparei que ele aparentava ser uma pessoa narcisista. Olhando para os próprios pés, quando de repente deve ter se lembrado que usava uma anel que ostentava uma grande pedra (não sei se preciosa, simplesmente pedra), quando olhou para o tal, reparou que a pedra não estava centralizada em seu dedo, assim, meticulosamente, alinhou o tal mineral, e pode, assim, continuar calmamente sua viagem. Não sem antes, ajeitar também, o aparelho celular que carregava preso por uma dessas capas de suposto-couro em seu cinto. Reparei também em sua unha... Caprichosamente lixada e com uma espécie de "base" que garantia à ela brilho. Concluí, portanto, que se tratava de uma pessoa vaidosa.
Enfim, chegamos ao térreo. A porta se abriu. O rapaz desempregado, se prontificou a apertar um botão, novamente garantindo que a porta nõa se fecharia enquanto alguém passava.
Primeiro saiu o senhor vaidoso, depois eu, o curioso, logo atrás de mim, a senhora da limpeza, e por fim, acredito eu, uma vez que não olhei para trás, o rapaz desempregado. Só para constar, ao passar pelo rapaz desempregado, como este segurava a porta também por mim, retornei à ele novamente com um sorriso simpático (novamente, julgo eu) e um singelo "Obrigado".
E foram todos embora, cada um em sua direção.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Cap. 3 - A Ex-Suposta-Barba

Pois é. Ex-Suposta-Barba.
Quem estava tendo um contato pessoal comigo nos últimos 2 meses pode presenciar essa mudança no meu visual, que tentou suprir um sonho antigo: ter barba.
Na verdade ainda alimento esse sonho, pois não considero a penugem desgrenhada que carregava em meu rosto, uma barba. Pra mim barba tem q ser aquela coisa serrada. Onde não se vê rosto, apenas se vê.....BARBA.
Na verdade, nos quase 30 min q demorei pra tirar tudo, pensei muito. Quando comecei a tirá-la pensei que aquele seria o fundamento do próximo post.
Pensando sobre ela, a barba, concluí que mesmo não estando dentro dos padrões que eu considero como uma barba, ela me agradou. Era legal passar a mão no rosto e sentí-la. Não, vcs não estão entendendo nada. Normal. Mesmo estando abaixo das minhas expectativas, era como o meu corpo poderia me agradar. E eu aceitei isso. Acho importantíssimo isso.
Tem gente que vive eternamente esperando mais. Tipo, tem medo de deixar a barba crescer por medo de não ter uma barba de verdade, e fica, apenas, apreciando a dos outros. Eu, modesta parte, não!
Bati no peito e gritei: É A MINHA BARBA. Fazer o que??
E não achem que eu tirei, por achar ela feia. Apenas não estava me sentindo bem com ela. Apenas conclui que o seu tempo tinha passado.
Ainda pensando sobre a barba, concluí novamente que qualquer coisa, sempre trás lados bons e ruins. A barba me trouxe o lado bom de saber que sim, eu tinha uma barba (mesmo que suposta). Também me trouxe a sensação de ter mais uma vontade realizada. Mas, como lado negativo, os 30 mins para tirá-la, alguns comentários de várias pessoas (sinceramente, liguei pouco).
Mais uma conclusão.
Qnd comecei a tirá-la, por um momento tive a impressão (ou quis ter, não sei....) que iria me sentir diferente. Iria me sentir um "Otávio Pós Periodo de Barba". Mas, pra felicidade própria, descobri que não. E com isso, percebi que uma ideologia que prego, realmente tem fundamento. Eu não preciso ter um contato diário com meus amigos (e até comigo mesmo) pra não me esquecer como são por dentro e por fora.
Sempre que me despeço de algum amigo, acho q qnd o reencontrar, vou encontrá-lo diferente. E qnd a amizade é sincera, isso não acontece. Pode até estar cabeludo, mais gordo, falando uma lingua diferente, ter arrumado uma namorada nova, mas a essencia continua a mesma. E comigo aconteceu o mesmo. Nem a aparencia mudou, pois me senti o mesmo "Otávio Pré Período de Barba". E é impressionante como algumas pessoas se esquecem de como são e passam a ser falsas consigo mesmas....
Pois é. As conclusões foram essas.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Cap. 2 - Pensamentos Diversos

Estive pensando sobre a descrição do meu blog. Se definir é limitar, então a solução seria não definir, certo? E a falta de definição não exprime uma certa falta de estilo? Imaginem um pagodeiro que gosta de Iron Maiden? E não q estilo defina alguma coisa, mas pode ajudar.

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Quem atribui direito à alguma pessoa de concluir alguma definição à outra pessoa?

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Hoje senti uma indescritível (mas não sem motivo) vontade de conhecer Pearl Jam além de "Black". Corri e baixei um cd de coletâneas... to aqui ouvindo, pra me acostumar com as melodias e dps corro atrás das letras e traduções do q não entender. Mas só dps....

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Enquanto tomava banho hoje à noite (inusitado, não?) estive pensando sobre um novo post. Pensei em postar novamente explicando alguns "porquês" de criar um blog. E no meio da explicação pensei em colocar o seguinte pensamento: meu blog nasce sem pretensões. Que coisa ridícula, concluí. Pra que criar, configurar, "enriquecer" com textos, e não ter pretensões?? Tipo um "blog nati-morto". Ridículo. E só. Claro que tenho pretensões ao criar um blog. Claro, tb, que são pretensões modestas, tanto que minha publicidade se limitou à uma msg no blog do Anderson, e um link no meu orkut. Mas sim, tenho pretensões.

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Estive refletindo hoje durante o dia enquanto resolvia alguns problemas com cliente. E comecei a pensar: se eu não resolvesse isso prontamente, ninguém saberia que fiz "corpo mole" e mesmo resolvendo da maneira mais rápida possível, ninguém também reconheceria. Então pq fazer assim? Então pq tentar me superar? Pq "dar o melhor de mim"? (...)
Cheguei a conclusão que não me sentiria bem. E dps q descobri uma teoria de Nietzsche graças ao blog do Andy (de novo), algumas coisas se tornaram claras pra mim. Sabe aquele lance de não jogar o lixo no chão, mesmo que não tenha ninguém olhando? Isso não tem nada a ver com ecologia... tem a ver com consciencia própria... Tem a ver com ego. No fundo, como diria o sábio Raul Seixas: "eu sou ego........eu sou egoísta". E isso serve pra todos.

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Acho que preciso definir esse lance de "definição". Perceberam que estou meio traumatizado com isso?
Preciso trabalhar isso....

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Agora, vou dormir.

domingo, 13 de maio de 2007

Cap. 1 - Introdução (ou explicações sem necessidade)

Bom. Não que precise, mas quero explicar o porque de um blog.
Primeiro, acreditem, não é por ser algo da moda (odeio modismos).
Segundo por querer passar para o papel (mesmo que virtual) alguns pensamentos que tenho, e conclusões às quais tenho chegado. Na verdade sempre cheguei à algumas conclusões, mas nunca me importei em passá-las para o papel (novamente, virtual). Mas agora é dado o momento! hehe
E terceiro pq eu acho q quero me mostrar um pouco! hehe Ah...fala sério...acho q toda relação que começa, tem q começar com sinceridade! hehe mas prometo q esse terceiro motivo é o menor de todos!
Gostaria de avisar, tb, que não é um blog q se define. Pois, acredito fielmente, que definir é limitar. Portanto um dia vcs podem encontrar um texto sério, emotivo, com ar de desilusão, e no dia seguinte um texto todo cheio de humor (ou um suposto humor). Sou inconstante nas minhas emoções, mas fiel à alguns principios, como por exemplo, não ter princípios...
Então vamos lá... Sejam bem vindos, e vida longa ao "Abocanhamento".