Estive pensando como o mundo moderno, realmente, tem afastado as pessoas.
Quando entrei no elevador, este já estava "habitado" por uma senhora, aparentemente de uma empresa de limpeza (concluí isso pelo típico uniforme cinza, comum à essas empresas). Enfim, entrei e a cumprimentei com um simpático (julgo eu) sorriso e um singelo "Oi".
Dois andares abaixo, entrou um rapaz (este, não conclui qual sua profissão). Pois bem, o tal entrou, não cumprimentou ninguém e se encostou em uma das paredes. Pra ser mais exato, na parede da esquerda, uma vez q eu já estava encostado na parede do fundo, no canto esquerdo, e a senhora tb na parede do fundo, no cando direito.
Enquanto descíamos mais alguns andares até chegarmos ao Térreo olhei para meus companheiros de viajem. Ele, o rapaz sem emprego, olhava para o indicador de andar. E era um olhar tão profundo, como se aquilo fosse a coisa mais interessante do mundo. Ele olhava aquele visor de 3 cm x 3 cm como se ali dentro passasse a final da Copa do Mundo entre Brasil e Argentina...
A sra. da limpeza tinha um olhar inqueto. Alternava entre o chão, e, aparentemente, o teclado do elevador.
Estávamos lá, nós três, o rapaz desempregado ligado na final, a senhora da limpeza e seu olhar inquieto, e eu curioso, qnd não mais que derepente, nosso veículo pára. Mistério.
A porta se abre e me deparo com um sr, com seus 45 anos, na parede em frente ao elevador, encostado na janela, olhando o movimento de carro do centro da cidade. O mais engraçado foi o olhar de surpresa do mesmo, como se naquele momento, o elevador tivesse se materializado onde antes havia apenas uma parede. Por um momento até, pensei que ele não embarcaria, deixando assim, de compartilhar de nossa trajetório rumo ao Térreo. E por um momento ele ficou ali, encostado na janela, olhando o elevador. Até que resolveu que sim, aproveitaria a carona. E embarcou junto conosco.
Eu, curioso, claro que comecei a reparar naquele sujeito. Voltando um pouco na minha história, qnd o elevador parou, o rapaz desempregado saiu de seu posto na parede esquerda e se encostou na parede direita. O senhor, ao entrar no elevador, assim como o rapaz desempregado, não cumprimentou ninguém. E o que achei mais chocante, foi o fato do garoto sem emprego ter colocado à mão numa espécie de sensor da porta, para que essa não se fechasse, nem ameaçasse se fechar, enquanto o senhor entrava. E este, por sua vez, nem um simples "Obrigado" disse. Entrou, se encostou na parede da esquerda e ali ficou.
Comecei a reparar em como se portava. Reparei que ele aparentava ser uma pessoa narcisista. Olhando para os próprios pés, quando de repente deve ter se lembrado que usava uma anel que ostentava uma grande pedra (não sei se preciosa, simplesmente pedra), quando olhou para o tal, reparou que a pedra não estava centralizada em seu dedo, assim, meticulosamente, alinhou o tal mineral, e pode, assim, continuar calmamente sua viagem. Não sem antes, ajeitar também, o aparelho celular que carregava preso por uma dessas capas de suposto-couro em seu cinto. Reparei também em sua unha... Caprichosamente lixada e com uma espécie de "base" que garantia à ela brilho. Concluí, portanto, que se tratava de uma pessoa vaidosa.
Enfim, chegamos ao térreo. A porta se abriu. O rapaz desempregado, se prontificou a apertar um botão, novamente garantindo que a porta nõa se fecharia enquanto alguém passava.
Primeiro saiu o senhor vaidoso, depois eu, o curioso, logo atrás de mim, a senhora da limpeza, e por fim, acredito eu, uma vez que não olhei para trás, o rapaz desempregado. Só para constar, ao passar pelo rapaz desempregado, como este segurava a porta também por mim, retornei à ele novamente com um sorriso simpático (novamente, julgo eu) e um singelo "Obrigado".
E foram todos embora, cada um em sua direção.
Quando entrei no elevador, este já estava "habitado" por uma senhora, aparentemente de uma empresa de limpeza (concluí isso pelo típico uniforme cinza, comum à essas empresas). Enfim, entrei e a cumprimentei com um simpático (julgo eu) sorriso e um singelo "Oi".
Dois andares abaixo, entrou um rapaz (este, não conclui qual sua profissão). Pois bem, o tal entrou, não cumprimentou ninguém e se encostou em uma das paredes. Pra ser mais exato, na parede da esquerda, uma vez q eu já estava encostado na parede do fundo, no canto esquerdo, e a senhora tb na parede do fundo, no cando direito.
Enquanto descíamos mais alguns andares até chegarmos ao Térreo olhei para meus companheiros de viajem. Ele, o rapaz sem emprego, olhava para o indicador de andar. E era um olhar tão profundo, como se aquilo fosse a coisa mais interessante do mundo. Ele olhava aquele visor de 3 cm x 3 cm como se ali dentro passasse a final da Copa do Mundo entre Brasil e Argentina...
A sra. da limpeza tinha um olhar inqueto. Alternava entre o chão, e, aparentemente, o teclado do elevador.
Estávamos lá, nós três, o rapaz desempregado ligado na final, a senhora da limpeza e seu olhar inquieto, e eu curioso, qnd não mais que derepente, nosso veículo pára. Mistério.
A porta se abre e me deparo com um sr, com seus 45 anos, na parede em frente ao elevador, encostado na janela, olhando o movimento de carro do centro da cidade. O mais engraçado foi o olhar de surpresa do mesmo, como se naquele momento, o elevador tivesse se materializado onde antes havia apenas uma parede. Por um momento até, pensei que ele não embarcaria, deixando assim, de compartilhar de nossa trajetório rumo ao Térreo. E por um momento ele ficou ali, encostado na janela, olhando o elevador. Até que resolveu que sim, aproveitaria a carona. E embarcou junto conosco.
Eu, curioso, claro que comecei a reparar naquele sujeito. Voltando um pouco na minha história, qnd o elevador parou, o rapaz desempregado saiu de seu posto na parede esquerda e se encostou na parede direita. O senhor, ao entrar no elevador, assim como o rapaz desempregado, não cumprimentou ninguém. E o que achei mais chocante, foi o fato do garoto sem emprego ter colocado à mão numa espécie de sensor da porta, para que essa não se fechasse, nem ameaçasse se fechar, enquanto o senhor entrava. E este, por sua vez, nem um simples "Obrigado" disse. Entrou, se encostou na parede da esquerda e ali ficou.
Comecei a reparar em como se portava. Reparei que ele aparentava ser uma pessoa narcisista. Olhando para os próprios pés, quando de repente deve ter se lembrado que usava uma anel que ostentava uma grande pedra (não sei se preciosa, simplesmente pedra), quando olhou para o tal, reparou que a pedra não estava centralizada em seu dedo, assim, meticulosamente, alinhou o tal mineral, e pode, assim, continuar calmamente sua viagem. Não sem antes, ajeitar também, o aparelho celular que carregava preso por uma dessas capas de suposto-couro em seu cinto. Reparei também em sua unha... Caprichosamente lixada e com uma espécie de "base" que garantia à ela brilho. Concluí, portanto, que se tratava de uma pessoa vaidosa.
Enfim, chegamos ao térreo. A porta se abriu. O rapaz desempregado, se prontificou a apertar um botão, novamente garantindo que a porta nõa se fecharia enquanto alguém passava.
Primeiro saiu o senhor vaidoso, depois eu, o curioso, logo atrás de mim, a senhora da limpeza, e por fim, acredito eu, uma vez que não olhei para trás, o rapaz desempregado. Só para constar, ao passar pelo rapaz desempregado, como este segurava a porta também por mim, retornei à ele novamente com um sorriso simpático (novamente, julgo eu) e um singelo "Obrigado".
E foram todos embora, cada um em sua direção.